domingo, 16 de dezembro de 2007

O palco encantado do Teatro Mágico


Eu me surpreendi. Dizem que expectativas geram frustrações, e eu não poderia sair frustrado dessa noite porque grandes expectativas não havia. Daí, a surpresa. Um lindo espetáculo de música, teatro, poesia e circo.

O Teatro Mágico
promove um ritual de culto à arte livre, um discurso que pode parecer piegas num primeiro momento, mas depois que se percebem as suas intenções, soa bastante interessante na maneira em que é executado.

O público conhece o seu papel e faz seu espetáculo à parte, cantando as letras com fervor ou respondendo aos apelos e instruções do vocalista e líder da trupe, Fernando Anitelli. É um público parecido com o do Los Hermanos (banda que foi referência durante a apresentação), que sabe os diálogos decorados, canta com paixão e respeita os momentos inéditos que um dia estarão na ponta da língua.

Teve trapézio, malabarismos, dança, palhacices e brincadeiras, música sobre amor, música sobre política, discurso engajado, momentos de descontração, momentos intimistas. Os atrasos e o fraco show de abertura poderiam ter estragado o momento, mas não conseguiram. O envolvimento visual e musical causado pela apresentação fizeram esquecer qualquer ranço de cansaço ou desânimo.

E no fim, todos brincaram de ser feliz, com nariz pintado ou não.

Quando e onde foi: 15/12 – Curitiba Master Hall

Para ouvir: O Teatro Mágico. À venda nos shows. Ou baixar pela internet (circulação de música defendida pelo grupo).

Para ver: O anjo mais velho - http://www.youtube.com/watch?v=QKS39k6yaZY&feature=related

7 comentários:

Father disse...

Bom, concordo com o que você escreveu sobre O Teatro Mágico. Só acho que você esqueceu de mencionar a limitação musical deles. Quero dizer, eles discursam demais e tocam de menos. As melodias são simples e a execução despreocupada. A parte teatral/circense então, nem se fala. Em uma palavra: fraca. Já as performances no trapézio e no "tecido" foram bastante interessantes, especialmente esta última (a mocinha sabia o que fazia e fazia com um sorriso provocativo, o que dá pontos a mais para ela). Em suma: um "show" para se ver (pelos motivos que você elencou), mas não entendo como é que foi eleito o "show do ano".

Father disse...

Ah, esqueci de mencionar também que, para quem luta tanto pela música independente, eles sabem cobrar muito bem pela entrada do concerto. R$ 30,00 no primeiro lote e R$ 40,00 no segundo. Aí vendem um CD-R por R$ 5,00 com todas as músicas da apresentação e outras mais e acham que estão compensando a facada que dão logo na entrada.

Pitango disse...

É o que falei. Não tinha grandes expectativas, não tive frustrações.Não se pode esperar de uma trupe uma apresentação circense estilo Soleil, ou ir pensando na música. Trata-se de um espetáculo em que o que prevalece é a multiplicidade de meios a que se tenta atingir o público. Sonoramente, achei bem interessante. Não é nada brilhante, mas não posso dizer que é ruim. Quanto ao preço, só assim para os curitibanos verem o show completo. E penso que o aluguel do local não deve ser tão em conta, nem os custos das viagens deles. Não me arrependo de ter dado 30 reais a eles. Por fim, show nacional do ano realmente é exagero. Prefiro o Wandula. Sobre os outros, não tenho como comentar, pois não me recordo de ter assistido a outros nacionais este ano.

Kaue disse...

Bom, os shows que eu assisti do Teatro Mágico foram de graça, mas não estava a trupe inteira, tinha uma coisinhas ou outra de circo mas nada muito bem montado, mas eu adorei os shows q eu fui, SIM! Até pq, na hora do show eu não sou muito exigente e curto o momento, e como eu curto o momento lá na hora, depois eu não consigo criticar muito... sei lá! haha!

brokenpromisedebris disse...

Haha nossa o André não economiza nas criticas não =P

Enfim... curti o show, me diverti muito mais do que eu esperava me divertir haha. Tô até ouvindo bastante o CD-R de R$5.

So fiquei de cara com a idéia de "area vip" desse Master Hall, que grande bosta.

Mas a boa companhia compensou todos os pontos negativos hehe. Sai com o pé doendo de tanto pular que nem um bobo =P

Anne Elise disse...

Oi, querido.

Poxa, que bacana!!!

Uma vez, assisti o espetáculo do "Grande Circo Místico", em Curitiba..fiquei hipnotizada...é uma arte emocionante...(e, qual arte não o é???...)

Neste final de semana estive em SP...fui participar de um concurso...e, me senti extamente com na música da Zélia...
E, estou muuuuuuuuiito na esperança de passar neste concurso...vamos aguardar...

Bjos!!!

Natalia disse...

É muito magico mesmo, não ?

Como sou de SP, eles sempre estão aqui.

E todos saem com a alma leve daquele belo espetáculo.