sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O pensamento do outro

Eu queria ser algum tipo de verme que entrasse no cérebro alheio e visse o que passa no pensamento de determinadas pessoas. Quem sabe assim entenderia como funciona a cabeça de uma pessoa violenta, como ela chega ao ponto de, em uma pequena discussão, explodir e matar alguém com uma arma.

Quem sabe assim compreenderia o que leva alguém a tomar atitudes que vão acabar com a vida de milhares ou milhões de pessoas, ou simplesmente desencadear uma guerra. Poderia ver o que pensa alguém intolerante, que não aceita o outro, o diferente, ou o que acha que é diferente, e o que o faz discriminar, humilhar ou perseguir pessoas porque em seu conceito elas são erradas.

Teria a oportunidade de ver a frieza de uma pessoa que trai alguém que gosta e tentaria entender como isso é possível.Sentiria o que sente uma mãe ao abandonar um filho – se é indiferença, tristeza, impotência...

Pensando bem, não gostaria de ser esse verme coisa nenhuma. Não preciso compreender o que passa na cabeça dessas pessoas pra ter certeza que não quero ser uma delas. Deixo essa tarefa para os estudiosos , psicólogos etc. O meu bom senso já me basta para entender o principal: o que eu não quero ser.

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