
O Ateneu foi uma boa surpresa para mim. Começou como uma leitura pesada, nada dinâmica, e um tanto cansativa. Isso talvez por causa dos muitos detalhes e pela linguagem rebuscada usada por Raul Pompéia. Entretanto, ao decorrer da leitura, acostuma-se com o estilo e passa-se a usufruir de uma boa história.
O autor faz praticamente uma autobiografia ao narrar, em primeira pessoa, a experiência de ir a um colégio interno, O Ateneu, e ter que se adaptar às suas regras de sobrevivência, em que há fortes e fracos, oprimidos e opressores, e figuras um tanto marcantes para a criação de Sérgio, nosso personagem-narrador. Cada um deles parece ter inspiração em pessoas de verdade, e sua relação com a escola mostram um grande rancor por tudo o que passou.
Não é a toa que O Ateneu é considerado um dos clássicos da literatura brasileira. Recomendo a todos os que quiserem se aventurar.
O Ateneu, Raul Pompéia, 9/10
Um comentário:
O Ateneu é como uma assombração com a qual você vai se acostumando, se moldando, até chegar ao ponto no qual você se incomoda chegando ao ponto de se importar. Quer chegar ao fim, saber como termina cada história. As personagens, tão reais, se parecem com aquele amigo da escola, que importunava e que você não sabe onde foi parar. Tem o do pai rico e influente, tem o lider nato, tem o malvado nato. Mas acima de tudo tem o amadurecimento, com o qual é impossível não se identificar. Por isto fica a dica... Bejumiliganegu!!
Postar um comentário